A Mulher de Preto 2: Anjo da Morte (2015)

Para começar o ano com o pé direito no blog Dead Dans, trago mais um review com exclusividade para os fãs brasileiros; trata-se do filme A Mulher de Preto 2: Anjo da Morte, filme que tive o prazer de assistir nos Estados Unidos no lançamento oficial no dia 2 de Janeiro, ou seja, literalmente o primeiro filme de terror de 2015!

Para quem não se lembra, “A Mulher de Preto” foi um filme de terror lançado em 2012 estrelando o eterno Harry Potter Daniel Radcliffe no papel de um advogado que é enviado para uma mansão com o intuito de organizar alguns documentos mas acaba se deparando com uma entidade sobrenatural que tem como alvo criancinhas. O filme teve produção da renovada Hammer Films, que aparentemente está voltando ao mundo do horror com filmes de época relativamente leves em termo de censura mas com uma produção de qualidade. As primeiras notícias de uma sequência levantaram algumas suspeitas entre os fãs já que logo foi anunciado que o filme não teria o retorno Radcliffe, mas a mudança foi facilmente justificada por uma transição de épocas, passando do início do século XX para algum momento durante  a Segunda Guerra Mundial.

Logo no início o filme já trás algumas cenas bem promissoras, com uma ambientação fenomenal, tanto de figurino quanto cenário, um tipo de produção que tem se tornado relativamente raro em um mercado dominado por filmes independentes e found footages. O filme introduz rapidamente o pano de fundo para a história, na qual duas cuidadoras são designadas para acompanhar e cuidar de um grupo de crianças cujos pais não poderiam evacuar Londres durante o ataque Alemão por serem importantes no período de guerra. Como acontence na grande maioria dos filmes de terror, os problemas começam depois que alguém toma a decisão de colocar as crianças na casa de Eel Marsh, onde várias delas morreram e desapareceram misteriosamente anos antes.

Se o início é promissor, o resto do filme decepciona; o filme oscila entre ultra genérico e interessante, com algumas cenas e elementos narrativos absurdamente repetitivos no genêro, como a criança que faz desenhos macabros ou os tradicionais jump scares, cenas que tentam assustar com barulhos altos e repentinos, mas que são de uma previsibilidade cômica. As melhores cenas do filme obviamente são aquelas que não utilizam de sustos fáceis, mas exploram a fantástica atmosfera da época para criar cenas realmente macabras. Levando em consideração a reação do público no cinema, os sustos até surtem algum efeito, mas no geral, não tem valor algum. Em termos de narrativa e desenvolvimento de enredo, é digno de nota a mudança de foco do protagonista, que agora é uma mulher com um passado misterioso e não um advogado e a relação entre a protagonista e as crianças é bem interessante e convincente, a atuação no geral também é bem sólida, mas sem nenhum momento de destaque.

A mulher de preto que dá nome ao filme se tornou uma assombração bem genérica e sua “personalidade”, na falta de uma palavra melhor, não recebe tanta atenção quanto no primeiro filme, ou seja, é bom rever o filme original antes da sequência, caso contrário, alguns elementos da história podem parecer confusos ou pouco claros, já que partem do pressuposto de que todos se lembram bem quem é a Mulher de Preto.

Assim como “A Marca do Mal” (2014) e até mesmo o primeiro “A Mulher de Preto” (2012), o novo filme da Hammer peca pela mediocridade, pela falta de energia e entusiasmo para fazer algo marcante ou diferente. “A Mulher de Preto 2” parece extremamente contido e conformado com a posição de ser um filme para cumprir tabela por assim dizer, apenas mais um filme de terror divertido e que não vai impressionar nem um pouco.

Se você gostou do original, dê uma chance a esta sequência, é um filme legal, mas não espere muito!

Nota: 3/5