Centopeia Humana 3 – Sequência Final

The Human Centipede III – Final Sequence

Sinopse: O diretor da prisão mais violenta dos Estados Unidos, Bill Boss (Dieter Lasser), tem seu emprego ameaçado pela ineficiência de seus métodos que estão causando rombos no orçamento do estado. Em uma tentativa desesperada de manter o emprego, ele recorre a ideia de seu contador Dwight (Laurence R. Harvey), de criar uma prisão-centopeia-humana, a medida definitiva para controlar os presos e suprimir a violência. 

Direção: Tom Six

A franquia Centopeia Humana existe em um universo cinematográfico paralelo. Os filmes não possuem nenhuma qualidade cinematográfica real, sem diálogos complexos ou valor artístico. Também não é um filme com valor de entretenimento comum, por ter um conteúdo tão sádico e doentio. Seria então um daqueles filmes underground cultuados por fãs de cinema extremo? Na verdade, também não. O controverso e absurdo da franquia existe muito mais na própria ideia do que no conteúdo dos filmes. O original de 2009 por exemplo é um filme que tem algumas cenas chocantes, mas não impressiona mais que um Albergue da vida, no entanto, só o conceito claramente doentio foi suficiente para criar todo um misticismo em torno do filme. O segundo filme elevou o nível de perturbação consideravelmente, sendo um filme escatológico e nojento; no entanto, é um filme em preto e branco, o que reduziu drasticamente a intensidade. Claro que estes já não são filmes para o grande público, mas Tom Six conscientemente limita o quão doentio eles são e nunca abraçam completamente o intuito de fazer um filme sobre os cantos mais sombrios da mente. Existe uma aura em torno do filme, um charme de algo perturbador e doentio demais que atrai a curiosidade mórbida e causa desejo nas pessoas, mas quando esse desejo é finalmente saciado, percebem que se trata de apenas um filme chocante sem muito conteúdo. Continuar lendo

Poltergeist: O Fenômeno (2015)

“Poltergeist” (Remake)

Para fugir um pouco do tradicional, farei este review em duas partes. Primeiro um review completo do filme sem mencionar o filme original ou a palavra remake e como sempre, sem spoilers. Analisarei Poltergeist enquanto um filme único sem quaisquer conexões com a franquia de mesmo nome do passado. Somente após fechar minha análise desta forma, falarei brevemente sobre a relação entre o original e a nova versão.

Sinopse: Uma família vive em uma casa assombrada por forças malignas. Quando as terríveis aparições se tornam mais frequentes e a filha mais nova é capturada, a família deve se unir para resgatá-la antes que ela desapareça para sempre.

Direção: Gil Kenan Continuar lendo

Corrente do Mal Explicado (It Follows – 2015)

Escrevi aqui no blog o review do incrível filme indie Norte-Americano It Follows, que no Brasil recebeu o nome Corrente do Mal. O filme acompanha uma jovem que é “contaminada” por uma espécie de maldição sexualmente transmissível. Um dos pontos fortes do filme é o mistério e a narrativa cheia de ambiguidades, que força o espectador a prestar atenção aos detalhes e completar algumas partes com a própria imaginação, sem nunca entregar nada. Muitos destes mistérios não são fáceis de compreender de primeira. O intuito desta análise é complementar o review, buscando explicar de forma simples o que se passa no filme, ou seja, este é um artigo carregado de spoilers. Para ler o review sem spoilers, clique aqui! Os argumentos aqui expostos são embasados por uma análise pessoal do filme, entrevistas feitas com o próprio diretor e outras análises de sites gringos.  Continuar lendo

Corrente do Mal (2014-2015)

“It Follows”

Sinopse: Uma jovem mulher é perseguida por uma força sobrenatural após um relacionamento sexual. 

Direção: David Robert Mitchell

Corrente do Mal surgiu em 2014, nos festivais de cinema de terror pelo mundo. Em um ano em que o cenário estava fortíssimo com filmes incríveis como The Babadook e What We Do in the Shadows, o diretor estreante David Robert Mitchell passou igual um furacão, levando consigo elogios e mais elogios por seu filme brilhante. O filme foi agendado para lançamento nas plataformas VOD (Video sob demanda, ex: iTunes) no começo de 2015, após um lançamento limitado nos cinemas norte americanos. Filmes independentes raramente são lançados em grande escala, na proporção de um filme como Annabelle (2014) por exemplo, mas Corrente do Mal foi um sucesso tão grande nesse lançamento limitado, que em questão de dias tornou-se viável um lançamento em escala nacional. A estréia virtual foi adiada e vários cinemas por todo os Estados Unidos puderam exibir o filme. Considerando apenas a produção e o lançamento do filme, este já se qualifica como um marco do cinema independente, por ter conseguido um lançamento à nível nacional (nos EUA) baseado única e exclusivamente no sucesso de público e crítica, pelos poucos que tiveram acesso ao filme.

Mas fica aí a curiosidade, por que Corrente do Mal fez tanto sucesso? As razões são muitas! Continuar lendo