Fim do Blog e Novidades 2016

Quem seguiu o blog Dead Dans no segundo semestre de 2014 e primeiro de 2015 reparou que as coisas estiveram bem paradas por aqui recentemente. O último post foi feito em junho afinal de contas. Pois bem, eu, Daniel, vulgo Dans, sou o responsável pelo blog em todos os seus aspectos, que vão desde assistir aos filmes, escrever, revisar (com ajuda vez ou outra), editar o post e publicar, além de montar o blog com as ferramentas do wordpress. Nunca recebi nada por ele e nunca gastei com nada além da logo, que foi um trabalho apaixonante da designer portugesa Lemon Slice. Infelizmente, por volta do meio do ano, tive alguns problemas pessoais que me deixaram afastados do blog e dos filmes por algumas semanas. Quando consegui voltar, decidi que era hora de tornar o Dead Dans algo maior. Tentei transformar o blog em um site e assim aumentar a produtividade e qualidade dos posts. Inicialmente, o lançamento seria em outubro, mas por diversas dificuldades não consegui levar o projeto adiante. O site teve uma vida breve no ar que durou menos de um dia, com um post inaugural bem legal por sinal, que acabou indo parar lá no 101. Problemas técnicos forçaram a retirada do site ar, e este nunca mais viu a luz do dia. Depois de muito refletir e de conseguir algumas coisas interessantes (que vou mencionar mais a frente), decidi “acabar” com o blog. Este continuará aqui, existindo com todos os textos e comentários postados, porém não será mais atualizado. A página no Facebook, no entanto, continuará ativa.

Pois bem, vamos as novidades então! Gosto de pensar que tenho alguns leitores fiéis por aqui e escrevo para estes ou para futuros leitores que se deparem com meus textos internet a fora. A primeira notícia é que eu continuarei escrevendo reviews de filmes de terror recém-lançados, como sempre foi a proposta do blog. No entanto, eu o farei para o pessoal do 101 Horror Movies! Pra quem não conhece, é um blog de primeira com reviews, análises, listas, vídeos e coisas relacionadas ao gênero. O site é encabeçado pelo Marcos Brolia, que manja muito de terror e já fez várias parcerias com a Versátil, companhia que tem lançado títulos bem legais de terror no Brasil. Além do 101, tenho o prazer de anunciar que escreverei também para o Boca do Inferno, o maior site dedicado ao gênero Terror do país! Para o Boca, estarei cobrindo notícias sobre o cinema de terror e ocasionalmente publicando análises. Parece clichê, mas é difícil colocar em palavras como é empolgante poder participar de sites fantásticos como estes e continuar a fazer algo que gosto muito em escala maior: espalhar o terror pelo país afora!

Como eu disse antes, continuarei ativo no Facebook. E quero todos vocês acompanhando minhas publicações futuras! Abraços e muito obrigado por cada like, comentário, compartilhamento ou mesmo por ter lido meus textos! 2016 is ALIVE! Long live the new flesh!

 

Horsehead (2014/15)

aka Fievre

Sinopse: Desde sua infância, Jéssica tem sido assombrada por recorrentes pesadelos cujo significado ela não entende. Essa peculiaridade a levou a estudar a psicofisiologia dos sonhos e fazer terapia com Sean, seu mentor e namorado, para tentar entender a origem de seus pesadelos. Após a morte de sua avó materna que ela mal conhecia, Jessica volta relutantemente para a casa de sua família. Ela não se dá bem com a própria mãe e não está animada em revê-la. Assim que chega, Jessica descobre que a falecida avó está sendo velada no qual junto ao dela mesma. Depois de uma primeira noite difícil causada por um estranho pesadelo, no qual ela encontra a avó morta, Jessica adoece. Acamada e com febre alta, a jovem decide to usar o estado letárgico em que se encontra para tentar sonhar lucidamente. Para conseguir isso, seguindo um conselho de Sean, Jessica inspira um pouco de Éter sempre que ela precisa ir mais fundo nesse outro mundo, para ter controle de seus pesadelos. Jessica começa então a vagar por um mundo de pesadelos, habitado por versões bizarras de sua própria família. Ela melhora às próprias habilidades de controlar os sonhos e investiga o mistério que atormenta à ela e à família.

Direção: Romain Basset

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Bound to Vengeance (2015)

aka Reversal

Sinopse: Uma jovem, sequestrada e acorrentada no porão de um estuprador, foge e vira o jogo contra seu captor.

Direção: José Manuel Cravioto

Um dos subgêneros mais violentos do Terror é o rape/revenge, ou em português, estupro/vingança. Filmes deste subgênero eram particularmente comuns nos anos 70, tendo como principais referências, os chocantes A Vingança de Jennifer de 78 e Aniversário Macabro de 72, trabalho de estréia do Mestre do Terror Wes Craven. A marca registrada destes, é a retratação brutal e suja do estupro e a transformação, na maioria das vezes da própria vítima do estupro, ou de algum familiar, em uma máquina de tortura e morte. Na década atual, o subgênero ganhou força novamente com Doce Vingança, remake de A Vingança de Jennifer. Parece existir por parte do público uma satisfação mórbida em filmes do tipo, que geralmente causam todo tipo de angústia, nojo, repulsa, enfim, um misto de sentimentos negativos que a maioria das pessoas, felizmente, não terá de enfrentar na vida real. Continuar lendo

The Nightmare (2015)

A Paralisia do sono é uma condição caracterizada por uma paralisia temporária do corpo imediatamente após o despertar ou, com menos frequência, imediatamente antes de adormecer… 

A pessoa não consegue mover nenhuma parte do corpo, nem falar, apesar de exercer, por vezes, controle mínimo sobre certas partes do corpo (como boca, olhos e mãos) e sobre a respiração. Algumas pessoas relatam visões e sons estranhos, outras a sensação peso no peito, como se alguém ou algum objeto pesado estivesse pressionando-o. Há também aqueles que relatam terem saído do corpo, ou até “flutuado”. (Wikipedia)

É baseado nesse misterioso evento que parece assombrar a vida de muitas pessoas, que o diretor Rodney Ascher criou “The Nightmare”, ou “O Pesadelo”.

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Cub (2014-2015)

Welp

Sinopse: O jovem e imaginativo garoto de 12 anos de idade, Sam, vai para o acampamento com o seu grupo de escoteiros. Na floresta, ele se depara com uma estranha casa na árvore e com uma criança selvagem mascarada. Quando seus líderes ignoram suas advertências sobre o garoto misterioso, Sam começa a se sentir cada vez mais isolado do bloco, e convencido de que um terrível destino espera por todos eles. Enquanto isso, um homem misterioso começa a fazer vítimas nos arredores do acampamento. 

Direção: Jonas Govaerts 

Originalmente, o filme recebeu o título Welp, que é um termo extraído do holandês, um dos idiomas oficiais do país em que o filme foi produzido, a Bélgica. Em inglês, a palavra pode ser traduzida para Cub, que é empregada para identificar os filhotes de grandes animais carnívoros, como leões, lobos e ursos. No filme, o vocábulo é utilizado em dois sentidos: como referência aos escoteiros mirins – conhecidos em alguns lugares do Brasil como “lobinhos” – e como menção ao garoto selvagem, que é uma “cria” do predador/assassino que habita a floresta.

Gill Eeckelaert is Kai the feral boy, helper of the Poacher in Welp/CUB (Jonas Govaerts/Potemkino 2014).

Gill Eeckelaert é Kai o menino selvagem, ajudante do Caçador em Welp/CUB (Jonas Govaerts/Potemkino 2014).

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Centopeia Humana 3 – Sequência Final

The Human Centipede III – Final Sequence

Sinopse: O diretor da prisão mais violenta dos Estados Unidos, Bill Boss (Dieter Lasser), tem seu emprego ameaçado pela ineficiência de seus métodos que estão causando rombos no orçamento do estado. Em uma tentativa desesperada de manter o emprego, ele recorre a ideia de seu contador Dwight (Laurence R. Harvey), de criar uma prisão-centopeia-humana, a medida definitiva para controlar os presos e suprimir a violência. 

Direção: Tom Six

A franquia Centopeia Humana existe em um universo cinematográfico paralelo. Os filmes não possuem nenhuma qualidade cinematográfica real, sem diálogos complexos ou valor artístico. Também não é um filme com valor de entretenimento comum, por ter um conteúdo tão sádico e doentio. Seria então um daqueles filmes underground cultuados por fãs de cinema extremo? Na verdade, também não. O controverso e absurdo da franquia existe muito mais na própria ideia do que no conteúdo dos filmes. O original de 2009 por exemplo é um filme que tem algumas cenas chocantes, mas não impressiona mais que um Albergue da vida, no entanto, só o conceito claramente doentio foi suficiente para criar todo um misticismo em torno do filme. O segundo filme elevou o nível de perturbação consideravelmente, sendo um filme escatológico e nojento; no entanto, é um filme em preto e branco, o que reduziu drasticamente a intensidade. Claro que estes já não são filmes para o grande público, mas Tom Six conscientemente limita o quão doentio eles são e nunca abraçam completamente o intuito de fazer um filme sobre os cantos mais sombrios da mente. Existe uma aura em torno do filme, um charme de algo perturbador e doentio demais que atrai a curiosidade mórbida e causa desejo nas pessoas, mas quando esse desejo é finalmente saciado, percebem que se trata de apenas um filme chocante sem muito conteúdo. Continuar lendo

Poltergeist: O Fenômeno (2015)

“Poltergeist” (Remake)

Para fugir um pouco do tradicional, farei este review em duas partes. Primeiro um review completo do filme sem mencionar o filme original ou a palavra remake e como sempre, sem spoilers. Analisarei Poltergeist enquanto um filme único sem quaisquer conexões com a franquia de mesmo nome do passado. Somente após fechar minha análise desta forma, falarei brevemente sobre a relação entre o original e a nova versão.

Sinopse: Uma família vive em uma casa assombrada por forças malignas. Quando as terríveis aparições se tornam mais frequentes e a filha mais nova é capturada, a família deve se unir para resgatá-la antes que ela desapareça para sempre.

Direção: Gil Kenan Continuar lendo