Horsehead (2014/15)

aka Fievre

Sinopse: Desde sua infância, Jéssica tem sido assombrada por recorrentes pesadelos cujo significado ela não entende. Essa peculiaridade a levou a estudar a psicofisiologia dos sonhos e fazer terapia com Sean, seu mentor e namorado, para tentar entender a origem de seus pesadelos. Após a morte de sua avó materna que ela mal conhecia, Jessica volta relutantemente para a casa de sua família. Ela não se dá bem com a própria mãe e não está animada em revê-la. Assim que chega, Jessica descobre que a falecida avó está sendo velada no qual junto ao dela mesma. Depois de uma primeira noite difícil causada por um estranho pesadelo, no qual ela encontra a avó morta, Jessica adoece. Acamada e com febre alta, a jovem decide to usar o estado letárgico em que se encontra para tentar sonhar lucidamente. Para conseguir isso, seguindo um conselho de Sean, Jessica inspira um pouco de Éter sempre que ela precisa ir mais fundo nesse outro mundo, para ter controle de seus pesadelos. Jessica começa então a vagar por um mundo de pesadelos, habitado por versões bizarras de sua própria família. Ela melhora às próprias habilidades de controlar os sonhos e investiga o mistério que atormenta à ela e à família.

Direção: Romain Basset

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Bound to Vengeance (2015)

aka Reversal

Sinopse: Uma jovem, sequestrada e acorrentada no porão de um estuprador, foge e vira o jogo contra seu captor.

Direção: José Manuel Cravioto

Um dos subgêneros mais violentos do Terror é o rape/revenge, ou em português, estupro/vingança. Filmes deste subgênero eram particularmente comuns nos anos 70, tendo como principais referências, os chocantes A Vingança de Jennifer de 78 e Aniversário Macabro de 72, trabalho de estréia do Mestre do Terror Wes Craven. A marca registrada destes, é a retratação brutal e suja do estupro e a transformação, na maioria das vezes da própria vítima do estupro, ou de algum familiar, em uma máquina de tortura e morte. Na década atual, o subgênero ganhou força novamente com Doce Vingança, remake de A Vingança de Jennifer. Parece existir por parte do público uma satisfação mórbida em filmes do tipo, que geralmente causam todo tipo de angústia, nojo, repulsa, enfim, um misto de sentimentos negativos que a maioria das pessoas, felizmente, não terá de enfrentar na vida real. Continuar lendo

Cub (2014-2015)

Welp

Sinopse: O jovem e imaginativo garoto de 12 anos de idade, Sam, vai para o acampamento com o seu grupo de escoteiros. Na floresta, ele se depara com uma estranha casa na árvore e com uma criança selvagem mascarada. Quando seus líderes ignoram suas advertências sobre o garoto misterioso, Sam começa a se sentir cada vez mais isolado do bloco, e convencido de que um terrível destino espera por todos eles. Enquanto isso, um homem misterioso começa a fazer vítimas nos arredores do acampamento. 

Direção: Jonas Govaerts 

Originalmente, o filme recebeu o título Welp, que é um termo extraído do holandês, um dos idiomas oficiais do país em que o filme foi produzido, a Bélgica. Em inglês, a palavra pode ser traduzida para Cub, que é empregada para identificar os filhotes de grandes animais carnívoros, como leões, lobos e ursos. No filme, o vocábulo é utilizado em dois sentidos: como referência aos escoteiros mirins – conhecidos em alguns lugares do Brasil como “lobinhos” – e como menção ao garoto selvagem, que é uma “cria” do predador/assassino que habita a floresta.

Gill Eeckelaert is Kai the feral boy, helper of the Poacher in Welp/CUB (Jonas Govaerts/Potemkino 2014).

Gill Eeckelaert é Kai o menino selvagem, ajudante do Caçador em Welp/CUB (Jonas Govaerts/Potemkino 2014).

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Centopeia Humana 3 – Sequência Final

The Human Centipede III – Final Sequence

Sinopse: O diretor da prisão mais violenta dos Estados Unidos, Bill Boss (Dieter Lasser), tem seu emprego ameaçado pela ineficiência de seus métodos que estão causando rombos no orçamento do estado. Em uma tentativa desesperada de manter o emprego, ele recorre a ideia de seu contador Dwight (Laurence R. Harvey), de criar uma prisão-centopeia-humana, a medida definitiva para controlar os presos e suprimir a violência. 

Direção: Tom Six

A franquia Centopeia Humana existe em um universo cinematográfico paralelo. Os filmes não possuem nenhuma qualidade cinematográfica real, sem diálogos complexos ou valor artístico. Também não é um filme com valor de entretenimento comum, por ter um conteúdo tão sádico e doentio. Seria então um daqueles filmes underground cultuados por fãs de cinema extremo? Na verdade, também não. O controverso e absurdo da franquia existe muito mais na própria ideia do que no conteúdo dos filmes. O original de 2009 por exemplo é um filme que tem algumas cenas chocantes, mas não impressiona mais que um Albergue da vida, no entanto, só o conceito claramente doentio foi suficiente para criar todo um misticismo em torno do filme. O segundo filme elevou o nível de perturbação consideravelmente, sendo um filme escatológico e nojento; no entanto, é um filme em preto e branco, o que reduziu drasticamente a intensidade. Claro que estes já não são filmes para o grande público, mas Tom Six conscientemente limita o quão doentio eles são e nunca abraçam completamente o intuito de fazer um filme sobre os cantos mais sombrios da mente. Existe uma aura em torno do filme, um charme de algo perturbador e doentio demais que atrai a curiosidade mórbida e causa desejo nas pessoas, mas quando esse desejo é finalmente saciado, percebem que se trata de apenas um filme chocante sem muito conteúdo. Continuar lendo

Corrente do Mal (2014-2015)

“It Follows”

Sinopse: Uma jovem mulher é perseguida por uma força sobrenatural após um relacionamento sexual. 

Direção: David Robert Mitchell

Corrente do Mal surgiu em 2014, nos festivais de cinema de terror pelo mundo. Em um ano em que o cenário estava fortíssimo com filmes incríveis como The Babadook e What We Do in the Shadows, o diretor estreante David Robert Mitchell passou igual um furacão, levando consigo elogios e mais elogios por seu filme brilhante. O filme foi agendado para lançamento nas plataformas VOD (Video sob demanda, ex: iTunes) no começo de 2015, após um lançamento limitado nos cinemas norte americanos. Filmes independentes raramente são lançados em grande escala, na proporção de um filme como Annabelle (2014) por exemplo, mas Corrente do Mal foi um sucesso tão grande nesse lançamento limitado, que em questão de dias tornou-se viável um lançamento em escala nacional. A estréia virtual foi adiada e vários cinemas por todo os Estados Unidos puderam exibir o filme. Considerando apenas a produção e o lançamento do filme, este já se qualifica como um marco do cinema independente, por ter conseguido um lançamento à nível nacional (nos EUA) baseado única e exclusivamente no sucesso de público e crítica, pelos poucos que tiveram acesso ao filme.

Mas fica aí a curiosidade, por que Corrente do Mal fez tanto sucesso? As razões são muitas! Continuar lendo

Digging Up the Marrow (2015)

Sinopse: O cineasta de terror Adam Green investiga e documenta a possível existência de monstros após receber de um ex-policial um caderno com anotações detalhadas sobre a existência de uma passagem que leva para um mundo subterrâneo habitado por criaturas bizarras.

Digging Up the Marrow é um filme complicado de se descrever, pois demanda um conhecimento prévio de algumas coisas, principalmente do gênero terror. O próprio nome do filme é de difícil tradução, já que a palavra “Digging”, que inicialmente remete a “cavar”, aqui é empregada no sentido de “investigar”, e Marrow, que no filme é o nome dado ao buraco no qual os monstros vivem é a palavra inglesa para medula ou tutano, o que pode ter relação com o fato dos monstros viverem dentro da terra, em um núcleo. Talvez caberia o título “Investigando o Portal”, ou algo assim. Continuar lendo

Nightlight (2015)

Sinopse: Nightlight é um suspense sobre cinco adolescentes jogando um jogo que dá terrivelmente errado em uma floresta, durante uma longa noite. O filme será contado de um ponto de vista singular, empregando um modo incomum de contar a história para aumentar o suspense. O sexto personagem do filme é a própria floresta, misteriosa e com um histórico de ser um local de esperança para jovens que pensam em suicídio. Nightlight tem elementos de suspense e terror, mas conta com personagens reais, com vidas emocionais e relacionamentos genuínos.

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Nightlight saiu de lugar nenhum, com um trailer brotando na internet em uma tarde chuvosa de domingo e se espalhando igual fogo de palha. O trailer causou um certo rebuliço online por algum motivo que desconheço, já que nada mais era do que uma série de cenas em primeira pessoa, indicando que o filme seria um Found Footage, ou seja, um destes filmes supostamente reais com as gravações feitas nos últimos momentos destes personagens. Além de cliché ao extremo, o trailer parecia entregar todo o filme e realmente o faz. Continuar lendo