Horsehead (2014/15)

aka Fievre

Sinopse: Desde sua infância, Jéssica tem sido assombrada por recorrentes pesadelos cujo significado ela não entende. Essa peculiaridade a levou a estudar a psicofisiologia dos sonhos e fazer terapia com Sean, seu mentor e namorado, para tentar entender a origem de seus pesadelos. Após a morte de sua avó materna que ela mal conhecia, Jessica volta relutantemente para a casa de sua família. Ela não se dá bem com a própria mãe e não está animada em revê-la. Assim que chega, Jessica descobre que a falecida avó está sendo velada no qual junto ao dela mesma. Depois de uma primeira noite difícil causada por um estranho pesadelo, no qual ela encontra a avó morta, Jessica adoece. Acamada e com febre alta, a jovem decide to usar o estado letárgico em que se encontra para tentar sonhar lucidamente. Para conseguir isso, seguindo um conselho de Sean, Jessica inspira um pouco de Éter sempre que ela precisa ir mais fundo nesse outro mundo, para ter controle de seus pesadelos. Jessica começa então a vagar por um mundo de pesadelos, habitado por versões bizarras de sua própria família. Ela melhora às próprias habilidades de controlar os sonhos e investiga o mistério que atormenta à ela e à família.

Direção: Romain Basset

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Assim na Terra, Como no Inferno (2014)

“As Above, So Below”

Diretor: John Erick Dowdle

Sinopse: Um grupo de exploradores liderados por uma arqueólogo descem os misteriosos labirintos das Catacumbas de Paris em busca da câmara secreta do alquimista Nicolas Flamel, que pode guardar a lendária Pedra Filosofal, mas acabam se deparando com forças malignas.

Faz apenas alguns dias que “Assim na Terra, Como no Inferno” saiu repentinamente dos planos dos distribuidores e reforçou o contingente de filmes nunca lançados nos cinemas brasileiros por motivos sombrios. Para a satisfação daqueles que esperavam com ansiedade, o filme foi lançado em VOD (Vídeo sob demanda) e rapidamente caiu nas redes do pirate bay, por onde finalmente alcançou o público brasileiro. O que a princípio veio como notícia triste e desanimadora, se revelou uma benção, já que poupou inúmeros fãs de horror de pagarem por um dos produtos mais enganosos vendidos no mercado cinematográfico em 2014.

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The Taking of Deborah Logan (2014)

Diretor: Adam Robitel

Quando Mia Medina decide gravar para sua tese de PhD a vida cotidiana de Deborah Logan, mulher que sofre de Alzheimer, rapidamente percebe que algo terrivelmente maligno, muito pior que a doença, está tomando controle de Deborah.

Não se deixe enganar pela sinopse genérica, pelo trailer cliché ou pelo nome horrível. “The Taking of Deborah Logan” é um filme que veio para se destacar dentro de um gênero que tem se esgotado rapidamente pelo excesso de produções, o found footage/falso documentário. Filme de estréia de Adam Robitel, The Taking é o pseudo-documentário produzido por uma estudante como parte de sua tese, no qual ela deveria acompanhar Deborah Logan, uma senhora que sofre do mal de Alzheimer e as implicações da doença no cotidiano dela e da família. Sem muitas delongas, a criadora do documentário se apresenta e dá um panorama geral do que pretende fazer e logo a equipe de cinegrafistas parte para a casa da família Logan, onde são bem recebidos pela excêntrica Sarah (Anne Ramsay), uma das personagens mais interessantes do filme, diga-se de passagem. Sarah então apresenta a equipe de filmagem à sua mãe, Deborah Logan, uma senhora que é pura elegância e charme na terceira idade, pelo menos até o mal se manifestar…

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Assassino Invisível (2014)

The Town that Dreaded Sundown (2014)

Diretor: Alfonso Gomez-Rejon

Quando o assunto é o subgênero Slasher, “Halloween” de John Carpenter é sempre o primeiro filme a ser mencionado como precursor, o filme que deu origem ao assassino mascarado e sua eterna perseguição sem resultado à sua “final girl”. O que poucos sabem é que dois anos antes de Halloween, um outro diretor deu sua pequena contribuição ao subgênero horror ao introduzir um dos primeiros assassinos em série mascarados no filme “Assassino Invisível” (1976), inspirado em uma série de assassinatos reais que ocorreram na cidade americana de Texakarna poucos meses após o fim da segunda guerra mundial e também pelo reinado de terror do Zodíaco, que terminava naquela época. O diretor Charles Pierce, que aparentava ter um apreço por falsos documentários, vide seu filme fantástico “A Lenda de Boogey Creek” (1972), fez o filme “Assassino Invisível” como um misto de thriller policial, terror e documentário investigativo, com um narrador detalhando o retorno do assassino que aterrorizou a cidade nos 40, para mais uma sequência de assassinatos brutais. Com o passar dos anos, o filme original ganhou o status de filme cult, apesar de nunca ter sido um grande filme ou um marco do cinema de terror. Agora em 2014 o filme ganhou um remake, ou seria uma sequência?

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Housebound (2014)

Diretor: Gerard Johnstone

Enquanto os grandes lançamentos do Horror continuam dividindo público e crítica, os festivais de cinema de gênero pelo mundo a fora continuam surpreendendo e renovando com filmes assustadores, divertidos e originais. Um dos mais bem recebidos do ano é o Neozelandês Housebound, filme de estréia no cinema do diretor Gerard Johnstone, protagonizado por um elenco bem pouco conhecido fora do país de origem.

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Housebound, palavra inglesa que significa “confinado em casa”, normalmente se referindo a pessoas adoecidas, aqui se refere a personagem principal Kylie Bucknell (Morgana O’Reilly), que após uma tentativa frustrada de assalto é presa e obrigada a ficar em prisão domiciliar na casa dos pais da qual fugiu ainda jovem, utilizando uma tornozeleira de monitoramento. O problema começa quando a jovem rebelde percebe que existe algo muito errado na casa de seus pais que pode nem ser desse mundo. Continuar lendo

V/H/S: Viral (2014)

V/H/S Viral

Diretores: Justin Benson, Gregg Bishop, Todd Lincoln, Aaron Moorhead, Marcel Sarmiento e Nacho Vigalondo.

VHS Viral é a terceira parte do que até então é uma trilogia que une dois subgêneros do terror, as antologias, filmes compostos por várias histórias menores dirigidas por pessoas diferentes e o found footage ou filmagens em primeira pessoa. A ideia é ousada, já que une dois estilos que demandam uma habilidade grande para resultar em algo interessante e que tenha sentido em um tempo curto e limitado ao ponto de vista de um ou mais de um personagens e surgiu em 2012 com o primeiro filme da série que trouxe diretores em ascensão tais como Ti West, Adam Wingard e Simon Barret. No filme original, um grupo de assaltantes entra em uma casa e se depara com uma bizarra coleção de fitas de vídeo VHS contendo registros das mais diversas monstruosidades e acaba pagando um preço alto por tal descoberta. O segundo VHS superou o original em quase todos os quesitos para a maior parte do público e crítica. Mantiveram o conceito de pessoas encontrando as fitas de conteúdo macabro e se tornando vítimas das mesmas, mas os seguimentos foram muito mais ousados e violentos, destaque para “Safe Haven”, fruto doentio da parceria entre Gareth Evans (The Raid) e Timo Tjahjanto (Macabre). Contrariando as expectativas criadas pelo segundo filme, a terceira parte da franquia de relativo sucesso foi recebido com muitas críticas negativas, que acredito não fazerem justiça ao filme como um todo.

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Entrevista com Eric England

Decidi começar no blog uma série de entrevistas com diretores e pessoas envolvidas no cenário de horror contemporâneo, discutindo os principais temas relativos ao gênero e ao cinema hoje em dia, questões como a importância do cinema independente, a importância dos novos veículos de comunicação e mídias sociais para o cenário independente, o que há de bom sendo produzido atualmente e muito mais.

Para começar essa nova iniciativa, que será algo inédito no Brasil, convidei o Diretor e Roteirista norte-americano Eric England, diretor de “Madison County” (2011) e “Contracted” (2013), filme que lançou o diretor como um dos potenciais grandes nomes do Horror nos próximos anos. Nesta primeira entrevista falamos sobre os projetos antigos e novos do diretor, influências e também sobre o cenário contemporâneo. Eric é um cara excelente, a conversa foi super leve e divertida, durou cerca de trinta minutos. Segue a transcrição traduzida da entrevista. Continuar lendo